O Brasil tem atualmente 27,3 milhões de usuários de internet banking, segundo o relatório mais recente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Se você está entre estes 17% da população nacional que acessa a conta bancária via Web fica atento às dicas do WNews.
Cuidado com sites falsos
As empresas possuem recursos que conseguem bloquear a maioria dos e-mails falsos. Alguns programas de antivírus que usados no computador pessoal também possuem este tipo de característica. Mas o especialista em segurança da informação da Future Security, Denny Roger, afirma que os fraudadores perceberam isso e estão aplicando um dos golpes mais antigos: o das páginas clones.
“Neste tipo de golpe o usuário é induzido a acessar uma página falsa do banco que solicita as mesmas informações da verdadeira. Esse clone é capaz de armazenar os dados do usuário em um banco de dados para o acesso do estelionatário”, explica Roger. A dica que ele dá para se livrar deste golpe é simples. “A URL (endereço da página) do site clonado é diferente da URL verdadeira do banco. Também é comum encontrarmos erros de português nas páginas falsas”, alerta o especialista.
Acesse sua conta somente do seu PC
As pragas programadas para espionar o acesso ao Internet banking podem estar instaladas em Lan House, Cybercafé, laboratórios de faculdade, hotéis ou até mesmo nas estações de trabalho da sua empresa. Por isso, Roger aconselha o internauta a acessar sua conta sempre do seu computador pessoal. “É muito provável que você saiba quais são os programas instalados no seu PC. No caso de computadores de terceiros você não tem controle nenhum”.
Não compartilhe sua senha
Outra dica básica, mas que muita gente esquece é não revelar para outras pessoas dados como número da sua agência, conta corrente, senha e frase secreta. “Os bancos implantam as chaves de segurança ou tokens para minimizar o número de fraudes. Porém, algumas pessoas tiram uma xerox do seu cartão contendo estas chaves e compartilham o acesso com outra pessoa. Não adianta nada”, exemplifica o especialista.
Feche sua máquina
Mantenha sempre seu antivírus, firewall pessoal e anti-spyware atualizados. Segundo a Nettion Information Security, estes recursos ainda são a forma mais simples de travar as portas do computador para entrada de invasores.
Mas se ainda assim seu micro for invadido, você pode tentar descobrir. “Alguns softwares comerciais focados em perícia forense podem detectar incidentes e identificar o autor dos ataques”. Uma das sugestões de Roger é um programa de detecção de intrusos (IDS). “Um exemplo deste tipo de software é o G-Buster”.
Caso o computador apresente lentidão, pode ser indício de que sua máquina está sendo atacada. “O programa Process Explorer ajudará a identificar o código malicioso que está deixando a máquina lenta”. Para download, acesse link Snapfiles. O especialista indica ainda outro software que ajuda a identificar se o invasor está conectado ao seu micro. É o TCP View. Para download acesse o site da Microsoft.
Por fim, é importante monitorar os arquivos do Windows e entender as técnicas de ataque. “Dessa forma, conseguiremos minimizar o risco de ocorrer um ataque bem-sucedido ou o vazamento de informação de uma determinada organização”, reforça Roger.
Larissa Januário - WNews
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