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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O que muda com a chegada do 3G

Tatiana Schnoor e Fabiana Monte - WNews

Nesta terça-feira, 18/12, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgará o resultado do leilão das faixas de freqüência 2.1GHz e 1.9GHz. Brasil Telecom Celular, Claro, CTBC, Nextel, Telemig, TIM, Oi e Vivo apresentaram propostas.

Com o leilão, mais operadoras poderão oferecer serviços 3G. Mas o que muda para os mais de 100 milhões de usuários de serviços de telefonia móvel no Brasil?

A nova tecnologia abre as portas do acesso à banda larga móvel em alta velocidade pelo telefone móvel. Isso quer dizer que o serviço de voz que já existe ficará melhor e chegarão outros tipos de aplicações sem fio. Os destaques ficam por conta da TV Digital (aberta) no celular, videoconferência em tempo real e Internet em qualquer lugar.

"O que até hoje se fazia de forma rápida, agora será feito em segundos. Teremos aparelhos com melhor resolução de tela para ver vídeos, filmes e fotos. As pessoas poderão acessar diferentes conteúdos de forma simultânea com a mesma velocidade e sem interrupções", explica Erasmo Rojas, diretor da 3G Américas, consórcio que padroniza tecnologias 3G, para a América Latina e Caribe.

Mudança de comportamento?

Na esteira da nova tecnologia vêm mudanças de comportamento, chegada de outros serviços e modelos de celular. O diretor-geral da consultoria Yankee Group na América Latina, Luis Minoru, diz que a terceira geração vai aumentar a individualização do acesso aos serviços.

"Se até agora a família usava um computador para acessar a Internet de casa, agora cada um poderá fazê-lo dos seus aparelhos e de qualquer lugar. Se antes era necessário plugar o laptop na rede para entrar na Internet, isso acabou. O notebook, com os devidos adaptadores, poderá entrar na rede de diversos pontos".

Em matéria de serviços, a estrela é a videochamada. Imagine ligar para o seu namorado e vê-lo do outro lado da linha. "Essa é apenas uma das vantagens do que virá pela frente. A maneira de usar o celular vai mudar. Baixar ou subir um arquivo de foto, vídeo, e-mail ou qualquer outro levará segundos", ressalta Paulo Breviglieri, da Qualcomm.

Mas todo mundo poderá usar?

O uso de serviços de terceira geração ficará restrito à parte da população pelo menos pelos dois primeiros anos após o leilão. De acordo com as regras da Anatel, as operadoras terão esse prazo para que tenham 80% da área urbana coberta para serviços de banda larga móvel. Ao longo do tempo o serviço será levado para outras cidades, mas não antes de oito anos todo o país contará com cobertura 3G.

E, mesmo quem estiver em regiões cobertas inicialmente precisará comprar um aparelho de terceira geração compatível com a rede da operadora, além de contratar o serviço. "Não acho que a 3G terá penetração em todos os segmentos. Há aqueles consumidores que vão demandar o serviço, como executivos, por exemplo, mas estamos olhando com cuidado a proporção da terceira geração", afirma Roberto Lima, presidente da Vivo.

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