Conectar desktops e notebooks à Internet pode parecer um desafio para muita gente, mesmo para quem não é iniciante no mundo da tecnologia. Mas essa tarefa não é das mais difíceis.
Existem duas formas de fazer o compartilhamento da Internet de uma casa. Uma delas é por meio de cabos. Esse método utiliza um computador central como servidor de acesso à Web. Como as máquinas serão interligadas por cabos, a proximidade física entre elas é importante.
O computador que servirá como servidor é chamado de hub ou switch. É ele que estará ligado a um modem com conexão para a Internet e retransmitirá a conexão para as outras máquinas da casa. Os cabos devem partir desse computador central, e é preciso que esse hub esteja ligado todas as vezes que os computadores se conectarem à Web.
A maior vantagem dessa opção ainda é o preço. Um metro de cabo de rede custa cerca de R$ 0,90; os conectores para as máquinas, cerca de R$ 1; e o aparelho que será utilizado como hub na máquina utilizada como servidor, R$ 60. Para uma rede de cerca de 100 metros, o consumidor deve gastar em torno de R$ 160.
Segundo Rogério Rutledge, diretor de Tenologia da Informação e dono da Terabyte, loja especializada em equipamentos para computador, é importante levar em consideração também o tempo gasto para instalar e configurar uma rede de cabos, processo que leva cerca de 3 horas. O valor cobrado por hora de prestação de serviço é R$60,00.
Rede Wi-Fi doméstica
Já as redes de conexão sem fio (também chamadas de redes Wi-Fi) aparecem como interessante alternativa para quem quer fugir dos cabos. Esse sistema é especialmente útil para usuários que usam computadores portáteis. Com esse tipo de rede, é possível conectar-se à Internet de qualquer lugar da casa, mas vale deixar claro que a velocidade de conexão é melhor à medida que o notebook se aproxima do roteador – o aparelho que faz a conexão com a Internet.
Rogério Rutlegdge diz que a rede sem fio é a mais procurada hoje, devido, principalmente, à sua praticidade e à possibilidade de uso de um notebook em diferentes lugares de uma mesma casa ou apartamento.
Para fazer a comunicação com o roteador, é preciso que a máquinas que compartilharão a conexão tenham tecnologia específica que possibilita a conexão sem fio. A maioria dos notebooks mais novos já vem com placas internas específicas para essa função. Computadores mais antigos têm duas opções para se adaptar: é possível comprar uma placa que é instalada dentro do computador, e que é facilmente reconhecida pelo Windows; e a outra é comprar um dispositivo para tecnologia wi-fi ligado na máquina por uma porta USB. O preço da placa é de cerca de R$90 reais e do dispositivo USB, R$120.
Rutledge explica que, quando sua empresa faz a instalação de uma rede Wi-Fi em uma residência, um técnico vai até o local com três roteadores. Eles têm áreas de abrangência diferentes e a velocidade de sinal, assim como sua cobertura, podem ser verificadas pelo usuários antes mesmo da instalação. Os diferentes modelos têm abrangência que vai de 50 metros a 1 quilômetro, e a diferença de preços pode variar de R$180 e R$700. “Casas são sempre problemáticas, por serem geralmente maiores. Quanto mais perto da máquina estiver do roteador, melhor será a velocidade de conexão”, explica.
Por conta própria
É possível fazer a configuração de uma rede wi-fi por conta própria, sem recorrer aos serviços técnicos de uma empresa especializada. Para isso, é necessário comprar um roteador e seguir as informações que acompanham o aparelho para configurar as máquinas que compartilharão a rede de conexão. Confira nosso tutorial com o que você precisa saber para montar uma rede sem dificuldades, conhecendo siglas e componentes.
Sérgio Rocha, produtor e consultor gráfico, já instalou redes sem fio para vários familiares e amigos. Ele ressalta que é importante definir a finalidade da rede compartilhada, para estabelecer os computadores que deverão ficar mais próximos do roteador e, conseqüentemente, ter maior velocidade de conexão. Ao mesmo tempo, Rocha diz que é importante ter essa rede assegurada, ou protegida por mecanismos de segurança, apesar de muitos usuários não se atentarem para esse detalhe.
E a segurança?
Quando uma rede Wi-Fi é instalada, não é possível restringir sua área de abrangência. Assim, toda vez que um notebook que detecte redes sem fio for ligado na região, ele poderá acessar essa rede se ela não estiver protegida.
“Se a pessoa chega em casa e liga um roteador sem fio na tomada e começa a usá-lo, ela terá acesso à Internet, mas não será uma conexão segura. Crackers podem utilizar programas específicos para ter acesso a informações dos computadores que compartilham uma mesma rede”, orienta Rutledge.
Para que a conexão seja a mais segura possível, uma configuração de segurança é habilitada no roteador. São dois os mecanismos de segurança utilizados para fazer essa proteção – dada a partir dos códigos WEP e a WPA. A primeira sigla remete a uma tecnologia mais antiga e é considerada menos segura, enquanto a segunda é a mais utilizada nas redes instaladas hoje.
Depois que um desses mecanismos é habilitado, cria-se um nome para a rede e um login para os usuários acessarem a Internet. Sérgio Rocha ressalta que é preciso ficar atento às configurações de segurança, para evitar invasões e problemas de velocidade de conexão.
Confira o tutorial produzido pelo WNews com dicas para montar uma rede de Wi-Fi segura em sua casa.
Filipe Pacheco - WNews
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