São Paulo, 20 de dezembro de 2007 - O Ginga (middleware), camada de software intermediário, da Televisão Digital Brasileira, está disponível no Portal do Software Público Brasileiro. O software com uma comunidade de cerca de 1,7 mil membros.
Segundo a SLTI (Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação) do Ministério do Planejamento, como o software é público, qualquer pessoa pode ter acesso ao código-fonte da ferramenta mediante cadastramento no portal. Com esse compartilhamento, a intenção é possibilitar a melhoria da solução e a evolução das suas linguagens.
Segundo o site governo eletrônico, o Ginga permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital de forma independente da plataforma de hardware dos fabricantes de terminais de acesso (set-top boxes). Esses terminais são necessários para o recebimento do sinal digital nas residências. O software também possibilita que os conteúdos sejam exibidos por diferentes sistemas de recepção como televisão, celular e PDAs (Palmtops).
Resultado de anos de pesquisas lideradas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o software reúne um conjunto de tecnologias e inovações brasileiras que, de acordo com seus desenvolvedores, o tornam a especificação de middleware mais avançada e, ao mesmo tempo, mais adequada à realidade do país.
Segundo o professor do Laboratório TeleMídia do Departamento de Informática da PUC-Rio e responsável pelo projeto, Luiz Fernando Gomes Soares, o middleware do Ginga é o único desenvolvido em software livre no mundo.
Ele explicou que já existiam ferramentas livres para a transformação de conteúdos em sinal digital, mas ainda não havia nenhuma solução livre para a interface de apresentação dos conteúdos da TV digital para o telespectador. Ele disse que o Ginga é um projeto pioneiro porque reúne essas duas funcionalidades.
O projeto é uma iniciativa de vários grupos que envolvem a Associação de Software Livre (ASL), a Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), o Comitê para Democratização da Informática de Pernambuco (CDI-PE), do Tangolomango, da Universidade Federal da Paraíba UFPB e da PUC-Rio.
Redação - WNews
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