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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Luz e som geram imagens 3D de alta resolução do interior do corpo humano

Da redação

Cientistas da Universidade College London, na Inglaterra, desenvolveram um novo sistema capaz de gerar imagens do interior do corpo humano utilizando luz e som. A técnica é especialmente útil para revelar doenças em tecidos que não podem ser visualizados com raios-X ou mesmo com ultra-som. É o caso de áreas com alta densidade de vasos sangüíneos muito finos.

Vascularização

Doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer deverão ser mais facilmente detectados com o novo equipamento. Os tumores dependem de uma densa rede vascular para se alimentar e as novas imagens de alta resolução poderão revelar esses pequenos vasos capilares.

O equipamento utiliza pulsos extremamente curtos de raios laser para estimular a emissão de ondas acústicas ultrassônicas pelo próprio tecido. Essas ondas são então convertidas em imagens 3D de alta resolução da estrutura interna dos tecidos. Os testes com o protótipo demonstraram que a nova técnica é completamente segura e indolor.

Efeito fotoacústico

A emissão de uma onda acústica quando a matéria absorve luz é conhecida como efeito fotoacústico. Cada tipo de material reage de forma diferente à luz, gerando ondas acústicas ligeiramente diferentes. Detectando cada pequena variação nas ondas, os cientistas conseguem agora reconstruir a estrutura do tecido com altíssima fidelidade.

O sistema utiliza um raio laser que produz pulsos extremamente curtos, com duração na faixa dos nanosegundos. A luz faz com que o tecido tenha uma pequena elevação de temperatura e, por decorrência, sofra uma pequena expansão. São esses dois efeitos que contribuem para a emissão das ondas acústicas ultrassônicas.

Ultrassom

Esta é uma técnica diferente do ultrassom, no qual um pulso de som é enviado para o tecido, que o reflete de volta. Só que, em áreas com vasos sangüíneos muito finos, o sinal refletido é muito fraco. Isso acontece porque as propriedades mecânicas e elásticas desses vasos são muito similares às do próprio tecido à sua volta, tornando difícil distinguir uns dos outros.

Já o novo sistema de imageamento fotoacústico não depende dessas propriedades mecânicas e elásticas. Além disso ele é especialmente interessante para a visualização de veias e artérias porque a hemoglobina presente no sangue absorve intensamente a luz, produzindo um sinal acústico muito forte.

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