Reuters
NAÇÕES UNIDAS - Muitos sites ao redor do mundo estão além do alcance de
deficientes físicos, mas poderiam facilmente ser alterados para atender
aos padrões internacionais de acessibilidade, constatou uma pesquisa
fornecida pela Organização das Nações Unidas na terça-feira.
O estudo, conduzido para a organização internacional pela Nomensa, um
grupo britânico de pesquisa de tecnologia, observou 100 sites populares
em 20 países, e constatou que a ampla maioria não atendia aos padrões
internacionais de acessibilidade.
- Nós claramente temos alguns obstáculos a superar -disse Leonie Watson,
da Nomensa, que é deficiente visual, em entrevista coletiva na sede da ONU.
Embora muitos sites tenham tomado medidas para oferecer maior
acessibilidade, é preciso que façam mais para se tornar plenamente
utilizáveis por pessoas que não podem usar mouses, que tenham
deficiências visuais ou que sejam cegas, disse Watson.
Entre os problemas mais comuns encontrados pelo levantamento estão o uso
de uma linguagem de programação muito difundida, conhecida como
JavaScript, e de recursos gráficos desprovidos de explicação em texto,
mencionou ela.
O uso intensivo da linguagem JavaScript torna impossível a cerca de 10%
dos usuários de internet obter acesso a informações essenciais, porque
não dispõem do software necessário, afirmou Watson.
Segundo ela, descrições textuais de recursos gráficos permitem que
indivíduos cegos os "vejam" por meio do uso de software de leitura de
telas que converte textos em fala eletrônica.
Outro problema constatado pela pesquisa foi o uso de combinações de
cores com contraste inadequado, o que torna páginas da web impossíveis
de ler para pessoas com problemas visuais amenos como o daltonismo.
A pesquisa observou sites de viagens, finanças, mídia, governos e varejo
de alta popularidade, em países com infra-estrutura de internet
relativamente desenvolvida.
O estudo constatou que três dos sites avaliados atendem aos critérios de
acessibilidade básica - o da chancelaria alemã
(http://www.bundeskanzlerin.de), o do governo espanhol
(http://www.la-moncloa.es
primeiro-ministro britânico (http://www.primeminister.gov
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Equipe do Studio DWT